4 dicas para transformar sua refeição em uma experiência ("mindful eating")

17/11/2017

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Você já deve ter ouvido falar nos termos “comer consciente”, “comer com consciência”, “comer com atenção plena” ou “mindful eating”, não? De um modo geral, todos esses termos te levam ao mesmo lugar: utilizar técnicas da meditação mindfulness no momento da alimentação.


A Rafaela Dall’asta já falou sobre alguns conceitos desse tipo de meditação que se relacionam com a mudança do comportamento alimentar aqui, por isso hoje venho falar de uma forma mais prática e trazer dicas de como aplicarmos esses conceitos no nosso dia a dia. 


“Imagine-se sentado em uma bela mesa em um lindo local. Então, a comida chega e é colocada à sua frente e você permanece um tempo apenas sentindo seu aroma. Você coloca uma pequena quantidade de comida no garfo e, calmamente, o coloca em sua boca, devolve o garfo para o prato e fecha os olhos saboreando cada pedacinho. Vai mastigando devagar para não perder qualquer momento de prazer e vai repetindo esse processo até sentir-se satisfeita e saciada, mesmo que ainda haja comida no prato” (adaptado de MONROE, 2015) 


Isso é comer com atenção plena, mas para ficar mais claro, vamos às dicas! 

 

 

1 - Avalie seus sinais de fome e saciedade

Reconhecer o nível da sua fome antes de começar a comer é o primeiro passo para buscar a atenção plena no momento da refeição. Buscar esse primeiro momento de conexão com seu corpo irá influenciar todas as suas escolhas alimentares, principalmente em “o que” e “quanto” comer. Se perguntar “Eu realmente estou com fome agora?” pode também nos ajudar a perceber se essa fome é fisiológica ou emocional, por exemplo.
Saber reconhecer a sensação de saciedade também é ponto fundamental. Ao longo da vida, após várias dietas e/ou seguir regras externas por muito tempo perdemos a percepção dessa sensação, o que dificulta perceber o “quanto eu preciso comer”. 
E aí está o contraste: o "comedor não consciente" costuma comer até ficar muito cheio, já o comedor consciente" come ate se sentir saciado, quando ele não sente mais fome. (ALBERS, 2017). Consegue perceber a diferença?

 

 

2 - Envolva todos os seus sentidos 
Essa dica é muito simples, mas geralmente, esquecida. Envolva na sua refeição seu paladar, seu olfato, sua visão, seu tato e, até, sua audição. Perceba os sabores, os aromas, as texturas, as cores, os barulhos que comida faz ao mastigar. 
 “Audição? Comida faz barulho agora?” Faz! Mastigar alface faz um barulho, maçã faz outro, já comer um pudim, quase nem faz barulho! 
O paladar... quando não estamos atentos, muitas vezes não apreciamos o gosto da comida e acabamos querendo repetir, comer mais um pouco para poder “curtir” melhor essa refeição. 
Ainda tem as vezes que “comemos com os olhos”! Já percebeu que em restaurantes “a lá carte” as comidas vem todas arrumadinhas no nosso prato parecendo uma obra de arte?
O visual do local que você irá comer também fará diferença, por isso, organize um ambiente bem gostoso e sente-se à mesa! Isso nos proporcionará um momento bem mais agradável, nos deixará mais conectados com esse momento, com a comida e facilmente conseguiremos usar todos os nossos sentidos na refeição.
Realizar a refeição em um local apropriado, sempre que possível, irá favorecer todo esse processo.

 

 

3 – Mastigue com calma, descanse os talheres e evite distrações
 É muito comum conhecer pessoas que “engolem” a comida. Deixando as questões fisiológicas de lado, sabemos que mastigar com calma e descansar os talheres nos ajuda a diminuir o ritmo da refeição, explorar melhor o paladar da sua comida e aproveitar melhor esse momento. 
As distrações talvez sejam as mais difíceis de conciliar. Televisão ligada, e-mails que precisam ser respondidos, lição de casa dos filhos, celular... são inúmeros, coisas que muitas vezes podemos deixar para mais tarde, mas insistimos em fazer na hora da refeição, diminuindo nossa atenção no que deveríamos nos atentar, a comida.

 

 

4 – Evite julgamentos
Tão importante quanto enfrentar a mentalidade da dieta e não julgar o alimento é não julgar a si mesmo. Observe de forma neutra tudo que acontece durante a sua refeição, sem pensar se é certo ou errado. (Alvarenga, 2015)
Praticar a atenção plena na alimentação não nos deixa imune de comermos um pouco mais em determinada refeição. Mas, com certeza, nos fará ter maior percepção do nível de fome antes de iniciarmos a próxima refeição e, consequentemente, ajustar a quantidade de alimento necessário nesse momento. 
Mas, se por acaso, perceber que fez um julgamento sobre sua refeição, sobre você, sobre o ambiente, ou até mesmo, sobre não ter conseguido colocar em prática alguns pontos do comer consciente, também reaja com neutralidade, ou seja, não “julgue seus julgamentos”! (Alvarenga, 2015)

 

Comer com atenção plena nos permite fazer de cada refeição uma nova experiência prazerosa! 

 

*Com essas dicas, nossa intenção é facilitar sua prática diária e não tem a intenção de que se torne uma nova regra, afinal, como já falamos por aqui, Alimentação Consciente e Intuitiva não é uma nova dieta!

 

 

Referencias
ALBERS S. 6 Easy Ways To Be a More Mindful Eater. Disponível em: http://eatingmindfully.com/learn/mindful-eating/. Acesso em 25 set 2017

ALVARENGA, M. et al. Nutrição Comportamental. Barueri, SP. Manole, 2015

MONROE JT. Mindful Eating: Principles and Practice. American Journal of Lifestyle Medicine, 2015.

THE CENTER OF MINDFUL EATING. Why Mindful Eating? Disponível em: http://thecenterformindfuleating.org/Resources/Documents/TCME_2014_introbrochure.pdf.  Acesso em 28 set 2017.

 

 

 

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