Alimentando a intuição: saudável é saber se ouvir

15/02/2017

Quantas vezes você se permitiu sentir? Isso mesmo, s-e-n-t-i-r. Ouvir seu corpo, sem condicionamentos.  A imposição de regras rígidas de alimentação não leva em conta o que você quer, o que faz sentido para você. Que tal parar de contar calorias e pensar “o que eu quero comer?”.


O conceito de “alimentação intuitiva” foi citado em 1995 por duas nutricionistas americanas (Evelyn Tribole e Elyse Resch).  É uma abordagem baseada em evidências, com mais de 35 trabalhos científicos já publicados. 


Intuição pode ser traduzida como a capacidade de compreender sem necessariamente recorrer à racionalidade; etimologicamente a palavra pode ser definida como “olhar para dentro”. 


É notório o fato de que possuímos uma sabedoria corporal inata, que pode servir para regular nossa alimentação. Basta pensarmos nos bebês: eles pedem por leite quando estão com fome e param de mamar quando estão saciados. Ao longo da vida, perdemos esse contato com nossa intuição devido a várias interferências externas.  Nossos pais, a escola, os padrões de beleza... todos eles nos dizem o quê, quando e o quanto comer. Sendo assim, passamos a confiar mais em fatores externos do que em internos para guiar nossa alimentação. E isso gera uma desconexão com nosso próprio corpo. 

 

 
A alimentação intuitiva propõe um resgate desse “comedor intuitivo” e uma reconexão com a sabedoria do corpo, utilizando-se de alguns princípios:

 

1. Rejeite a mentalidade de dieta: ignore sites, blogs e revistas que ofereçam “milagres” e a falsa esperança de perda de peso rápida e permanente. Filtre essas informações que normalmente fazem você se sentir como se fosse um fracassado toda a vez que interrompe uma nova dieta e que recupera o peso perdido. É importante ressaltar que, mesmo que você não esteja de fato implementando uma restrição dietética, se você não se permite comer algum alimento porque sente culpa ou porque julga este alimento como bom ou ruim, você está vivendo a mentalidade da dieta.

 

2. Honre sua fome: mantenha seu corpo alimentado com energia suficiente. Se você ignora ou busca “enganar” a sua fome, ela pode atingir seu ponto máximo, e aí as tentativas de moderar e comer conscientemente podem se tornar ineficazes. 

 

3. Faça as pazes com a comida: pare de brigar com a comida, ela não é sua inimiga! Se você disser que “não pode” ou que “não deve” comer determinado alimento, isso poderá intensificar os seus sentimentos de privação. Este tipo de comportamento costuma ser um gatilho para compulsões alimentares. 

 

4. Desafie o “policial da comida”: diga “NÃO” aos pensamentos (e às pessoas) que falam que você é “bom” quando come o mínimo de calorias ou “ruim” porque você comeu determinado alimento. Ignorar o “policial da comida” é um importante passo para se reconectar consigo mesmo. 

 

5. Respeite sua saciedade: escute quando os sinais do seu corpo disserem que você ainda não está satisfeito. Perceba quando os sinais mostrarem que você já está confortavelmente cheio. Pare na metade da refeição e se pergunte qual é o sabor da comida e como está o seu nível de saciedade. 

 

6. Descubra um momento ou fator de satisfação: nessa busca incessante pelo corpo “ideal”, frequentemente negligenciamos a satisfação que pode ser encontrada no ato de se alimentar. Quando você come o que realmente quer, em um ambiente convidativo, a satisfação promovida se tornará uma força poderosa na percepção da saciedade e do contentamento.
 
7. Honre seus sentimentos: procure dar nome aos seus sentimentos e tente lidar com eles sem usar a comida como refúgio. Ansiedade, solidão, tédio, raiva são emoções que todos nós vivenciamos ao longo da vida. A comida poderá te confortar por um curto período, distrair a dor, ou ainda causar um entorpecimento. Mas ela não resolverá o problema. Ainda que você perceba que está utilizando a comida de forma emocional, não sinta culpa por isto. Apenas tenha a clareza de que isso não resolverá o seu problema de fato e tente pelo menos aproveitar o momento de usufruir do alimento.

 

8. Respeite seu corpo e aceite sua genética: da mesma forma que uma pessoa que calça 37 não espera “caber” em um sapato 35, é igualmente inútil (e desconfortável) ter a mesma expectativa com relação ao tamanho do seu corpo. Respeite-o e então você poderá sentir-se melhor consigo mesmo. Fica muito difícil rejeitar a mentalidade de dieta se você tem expectativas fantasiosas e é extremamente crítico com relação à sua forma corporal. 

 

9. Exercite-se: mude o foco para como você se sente movendo o seu corpo, ao invés de o quanto você gasta de calorias durante o exercício físico. Se o seu foco estiver em como você se sente durante a atividade, você se sentirá energizado. Se a sua única meta for perder peso, não haverá motivação suficiente para sair da cama ou do sofá. 

 

10. Honre sua saúde: usar os conhecimentos sobre os nutrientes de forma flexível e gentil te permite fazer escolhas alimentares que honrem sua saúde. Você não precisa comer da maneira tida como “perfeita” para então ser saudável. É importante entender que as deficiências nutricionais não ocorrem repentinamente; você não ganha peso em um único lanche, em uma única refeição, ou em um único dia.

 

Ao longo de nossas publicações nos aprofundaremos mais sobre esse assunto do comer intuitivo, para que você entenda na prática como trilhar esse caminho lindo de reconexão consigo mesmo.  Até logo!

 

 

 

 

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